|
DAlila Teles Veras
|
|
|
|
|
|
Poemas
vertidos para o espanhol |
|
|
da saúde
sala de espera quatro mãe recente, bebê ao colo, para a mãe em vias de: - cresce cinco milímetros por dia, engorda trezentos gramas ao mês, emagrece depois de nascido, mas recupera o peso após o primeiro mês de vida. engordei quinze quilos. um horror! dura espera. dói, mas passa... a vida-matemática, certeira e fatalista
de la salud sala de espera cuatro madre reciente, bebé en brazos, para la madre en vías de: -crece cinco milímetros por día, engorda trescientos gramos al mes, adelgaza después del nacimiento, pero recupera peso luego del primer mes de vida. engordé quince kilos. un horror! dura espera. duele, pero pasa… la vida- matemática, exacta y fatal.
|
|
|
|
|
|
Espelhos Meu pai, no ocaso
Compulsivamente Aprisiona
o olhar
Espejos Mi
padre, en el ocaso Compulsivamente Cautiva
en la mirada |
|
|
|
|
|
Retratos Serei
eu sendo
eu, já outra
Retratos Seré
yo siendo
yo, ya otra
|
|
|
|
|
|
Vestigios Desvio
Vestigios Desvío Calor
que desafía al otoño Mi
madre agoniza
|
|
|
|
|
|
Solidões Los
hombres vivimos juntos,
Dizias-me Intuías Temias Parto
e morte
Soledades Los
hombres vivimos juntos, Miguel de Unamuno Me
decías Intuías Temías
|
|
|
|
|
|
Um corpo não mais
Em
meu dedo Incertos
pontos
Un
cuerpo, nada más Memoria En
mi dedo (intento,
madre Inciertas
puntadas
|
|
|
|
|
|
Legado Depois
que te foste
Legado Después
de tu partida |
|
|
|
|
|
Solilóquios Palabra e mistério Só
uso a palavra para compor meus silêncios ( ) Além
do mais
Soliloquios Palabra y misterio Só
uso a palavra para compor meus silêncios ( Después
de todo
|
|
|
|
|
|
Avareza Miséria cultivada "Que
é a avareza? Viver sempre
Fome
com fome mitigada
Codicia Miseria cultivada "Que
é a avareza? Viver sempre São Bernardo
Hambre
con hambre mitigada
|
|
|
|
|
|
INÉDITOS E DISPERSOS |
|
|
|
|
|
O neto e o avô
Lentos, seguem os pequeninos pés dos grandes pés ao lado
Inseguros e próximos em seu início o primeiro o outro no seu final
Sabem-se (?), ambos, reféns da implacável marcha e (des)cuidados alheios
|
|
|
|
|
|
nove de fevereiro de 2003
Sacilotto está morto morto e só apenas um homem morto em sua câmara mortuária e seus álacres odores
Um homem morto morto e só, como tantos seu corpo teso e velho sua face baça suas mãos alvacentas ornados de flores mortas (cromatismo só nas telas sólido, indesbotável)
Sacilotto está morto e só Como sempre esteve Como todo artista Só
A multidão, do lado de fora (des)vela algaravia como honra fúnebre |
|
|
|
|
|
TAMANDUATEÍ - RIO MORTO RIO VIDA
Samambaias enlouquecidas bromélias encharcadas manacás arcoirismando lírios a rebentar brancuras quaresmeiras pontuais atlântica mata do oceano já distante : cenário
Rochas uma grota, terra adentro escuro silêncios imemoriais idades não reveladas Da pedra inerte um fio débil (lágrimas de Luzia?) o rito iniciático : ensaio de vida
sina lançada à água planeja o rio o longo curso e as terras a banhar Nas muitas curvas à frente (líquido labirinto) o motivo a nomear T-amã-ndaeteí, Tamanduatehy : aborígene marca
Antes que encontre outro rio ribeirões, córregos, tantos (Guapituba, Meninos, Guarará Piahy, Moóca, Anhangabaú) nele vêm desaguar Gu-api-tui-bae, Guapituba igualmente sinuoso principal (Ramalho, na sua margem ali plantou a mítica Villa) : rio que foge do mar
cumpre-se alarga-se (várzeas, peixes) vicinal vereda que leva e trás margem a margem nascente à foz caudal que alimenta e rega (lama-arte-cerâmica) fluída oferenda trabalho e lazer Planalto adentro, o rio atrai cidades e trilhos homens distantes : rio que integra e cria
Asfaltos marginais indiferentes viadutos a urbe por cima Agora, do progresso o sangradouro fétido caudal : rio invisível As águas indomadas (natureza ferida) devolvem a agressão : rio ainda vivo, rio a dizer não
(poema publicado na coletânea "As cidades cantam o Tamanduateí que Passa", Prefeitura do Município de Mauá, SP, reunindo 25 poetas da região do ABC paulista, 2003)
|
|
|
|
|
|
10 GRAFITOS PARA VADO DO CACHIMBO
SEM EFEITOS PROGRAMADOS A COR IMPREVÍSIVEL
CIDADETELA OBRA EM ABERTO
CINZENTACIDADE INCORPORA ARCO-IRIS
SOMBRAS NOTURNAS ABRACADABRA MATINAL TRANSFORMAÇÃO
NO RISCO DO RISCO RASTRO DE CORES
NA FUGA DO FOGO O TOM SOBRE TOM
SUSTO ATRÁS DE SUSTO MÁSCARA MASCARA MÁSCARA URBANOS RETRATOS EFÊMEROS
MADRUGADA: ABERTA A CORTINA O Ó DA CIDADE EM ESPANTO O PALCO NO MURO
VADERETROVADERETROVADERETRO VADOVEMVADOVEMVADOVEMVADO
|
|
|
|
|